Relatório da Covid atribui 11 crimes a Bolsonaro e pede indiciamento de 72

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O relatório, revelado pode passar por atualizações até esta hoje, quando será lido na CPI. São atribuídos 11 crimes a Bolsonaro e há 72 pedidos de indiciamento. A votação do parecer está marcada para a terça-feira, 26. Após a aprovação, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que analisa em 30 dias se processa Bolsonaro e outros citados.

GABINETE PARALELO. Um vídeo, de setembro de 2020, mostra reunião do grupo “Médicos pela Vida”, formado por profissionais pró-tratamento precoce. Participaram Nise Yamaguchi e o virologista Paolo Zanotto. Na ocasião, ele sugeriu a criação de um “shadow cabinet”, sem exposição dos integrantes, para aconselhar o governo sobre vacinas contra o coronavírus. Registros de companhias aéreas mostram que Yamaguchi fez quinze viagens a Brasília entre março de 2020 a maio de 2021. O Ministério da Saúde pagou diárias e passagens de uma viagem.

IMUNIDADE DE REBANHO. Há uma comunicação diplomática de outubro de 2020 entre o embaixador brasileiro Sérgio Eduardo Moreira Lima e o professor Nicolai Petrovsky, diretor da empresa australiana Vaxine. Na ocasião, o Brasil solicitou informações sobre a vacina, mas, segundo o relatório, o Itamaraty parecia buscar dados sobre a imunidade de rebanho no exterior.

TRATAMENTO PRECOCE. O relatório apresenta fotos do presidente fazendo propaganda dos remédios e cita uma live de Bolsonaro com o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello, em que presidente o questiona sobre o tratamento e ele diz que “está funcionando”. Mais de 80 telegramas mostram iniciativas do Itamaraty junto ao governo indiano para liberação de importação de IFA de hidroxicloroquina, em fins de semana ou fora do expediente.

ISOLAMENTO SOCIAL. Em março do ano passado, Bolsonaro conclamou a população para voltar “à normalidade” e criticou autoridades estaduais e municipais por um suposto “confinamento em massa”. Também são mencionados vetos a dispositivos que tratavam do uso de máscaras e álcool em gel. Há fotografias e vídeos do presidente aglomerando em motociatas e aeroportos, e até retirando máscara de criança.

VACINAS. E-mails mostram que o governo não respondeu a sete propostas de compra da vacina da Pfizer e permaneceu em silêncio de agosto até novembro de 2020. O texto cita ainda que o governo ignorou pedidos de apoio feitos pelo Instituto Butantan para estudos clínicos (R$ 85 milhões) e construção de uma nova fábrica para produção de cem milhões de vacinas/ano (R$ 60 milhões). Documentos mostram que o governo só comprou 10% do total de doses permitidas ao Brasil pela iniciativa Covax Facility, da OMS.

MANAUS. O texto registra um alerta da White Martins ao governo estadual, em janeiro de 2021, de que seria necessário contratar mais oxigênio de outro fornecedor. O texto lembra que Pazuello afirmou ter sido informado em 10 de janeiro de 2021 sobre a possibilidade de desabastecimento de oxigênio. À comissão, Mayra Pinheiro disse que, em 8 de janeiro, o risco era de conhecimento do então ministro. O relator cita que o aplicativo TrateCov, que recomendava medicamentos ineficazes, foi lançado na crise de Manaus, e que a Força Nacional do SUS listou, como ação estratégica, o envio de 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina.

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