Operação da PF mira financiadores de atos antidemocráticos Mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF

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Segundo a PF, esta é a maior operação contra os financiadores de atos antidemocráticos já realizada.

As medidas são cumpridas em sete Estados: Acre (9 mandados), Amazonas (2), Espírito Santo (23 de busca e 4 de prisão preventiva), Mato Grosso (20), Mato Grosso do Sul (17), Paraná (16), Rondônia (1) e Santa Catarina (15), além do Distrito Federal (1).

Quatro prisões no Espírito Santo

Os deputados estaduais do Espírito Santo Capitão Assumção (PL) e Carlos Von (DC) e o vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos) estariam entre os alvos de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, contra atos antidemocráticos.

A operação, segundo a PF no Distrito Federal, cumpre 81 mandados de busca e apreensão em sete Estados e no DF. No Espírito Santo, a PF local afirma que no Estado são quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão.

De acordo com a PF-ES, as medidas foram cumpridas nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim e foram determinadas pelo ministro Alexandre de Morais.

A nota menciona que a ação corresponde aos “autos do Inquérito 4.781/DF, em atendimento à representação da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo (PGJ/ES)”.

Bloqueios em rodovias

Em 7 de dezembro, Moraes mandou multar em R$ 100 mil proprietários dos caminhões identificados pelas autoridades de Mato Grosso que estariam envolvidos em atos que bloqueavam rodovias.

O ministro também tornou esses veículos indisponíveis — ou seja, proibiu a sua circulação e bloqueou seus documentos. A decisão ocorreu após ele ter determinado a adoção de providências para o desbloqueio de rodovias e espaços públicos no Estado.

Em novembro, o ministro também mandou bloquear contas bancárias ligadas a 43 pessoas e empresas suspeitas de envolvimento com os atos antidemocráticos que questionam o resultado das eleições.

Escalada

A operação desta quinta-feira (15) acontece três dias após apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentarem invadir a sede da Polícia Federal em Brasília, além de atearem fogo a carros e ônibus na capital federal.

A do pastor indígena José Acácio Serere Xavante, sob suspeita de crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, foi argumento para o início dos atos de vandalismo. A prisão de José Acácio foi decretada a pedido da Procuradoria-Geral da República. Ele já havia sido preso duas vezes e condenado por tráfico de drogas.

De acordo com a Polícia Federal, José Acácio Serere Xavante teria realizado atos antidemocráticos em frente ao Congresso, no Aeroporto de Brasília, no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde estão o presidente e o vice-presidente da República eleitos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB).

Após os atos considerados democráticos se espalharem pelo País com a derrota de Bolsonaro nas urnas, o Supremo determinou o desbloqueio de rodovias que foram tomadas pelos apoiadores do presidente.

Além disso, a Corte máxima impôs multa aos veículos identificados como participantes dos atos, e ainda determinou que as Polícias e Ministério Público investiguem supostos líderes e financiadores das ações.

As ações levaram à abertura, no Supremo, de uma apuração “em razão da ocorrência, após a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral, de diversos atos antidemocráticos, nos quais grupos de caminhoneiros, insatisfeitos com o resultado do pleito, passaram a bloquear o tráfego em diversas rodovias do país, em modus operandi semelhante ao verificado nos Feriados da Independência de 2021 e 2022”.

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