Nos 15 anos da Lei Maria da Penha, polícia cumpre 20 mandados de prisão e apreensão de suspeitos de crimes contra mulheres

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Por G1 PE

A Polícia Civil divulgou o balanço de uma ação de repressão aos crimes contra a mulher. Realizada para marcar os 15 anos da Lei maria da Penha, celebrados no sábado (7), a Operação Zodíaco cumpriu 20 mandados de prisão de homens e de apreensão de menores suspeitos de violência doméstica.

A Operação Zodíaco ocorreu entre os dias 26 de julho e 7 de agosto. Segundo o balanço, divulgado, no sábado (7), agentes de dez Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher, em todo o estado, foram mobilizados.

De acordo com a Polícia Civil, a ação contou com atividades preventivas e repressivas para possibilitar a redução de ocorrências de feminicídios, quando a mulher é morta por questão de gênero. A ideia foi atuar para evitar os crimes de violência doméstica, familiar e sexual.

Durante a Operação Zodíaco, os policiais civis também cumpriram dois mandados de busca e apreensão e fizeram 554 registros de boletins de ocorrência por violência doméstica.

As ações ocorreram em 11 municípios pernambucanos: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, Petrolina e Afogados da Ingazeira, no Sertão, Caruaru, Surubim e Garanhuns, no Agreste, além de Goiana e Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata.

Além de cumprir os mandados de prisão e de busca, os agentes fizeram, ações de prevenção. Distribuíram material para orientar as mulheres sobre as condutas que devem ser adotadas em caso de violência doméstica.

Estatísticas

 

Os Crimes Violentos Letais Intencionais contra Mulheres (CVLI-Mulheres) tiveram redução entre 2006 e 2020, segundo o governo.

A queda chegou a 34% na taxa anual, saindo de 7,23% para 4,74%. Em número totais, a redução foi de 321 crimes, em 2006, para 237, em 2020.

Os feminicídios, quando as mulheres são mortas por questão de gênero, também apresentaram redução de 34%. Os dados saíram de 111 para 75, no mesmo período.

Entre 2013 e 2021, o monitoramento eletrônico expediu 1.697 medidas judiciais cautelares diversas da prisão para proteger as mulheres e punir os agressores.

Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), a violência contra a mulher teve queda de 6,44%, em junho de 2021, com 2.890 queixas. No mesmo período do ano passado, foram registrados 3.089 casos

No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, houve aumento de 0,97%. A estatística saiu de 19.764 para 19.955, uma diferença de 191 casos, na comparação com o mesmo período de 2020.

Os crimes de estupro tiveram queda tanto no mês de junho como no acumulado do ano. Foi observada uma redução de 15,03%, com 164 crimes, no sexto mês de 2021, e 193, no mesmo período de 2020.

No semestre, foram 1.157 ocorrências. Isso representa uma redução de 4,62%, em relação ao semestre do ano passado, que teve 1.213 queixas.

Ao todo, os homicídios contra a mulher, com motivações diversas, aumentaram 14,3%: passaram de 112, em 2020, para 128, em 2021.

Neste período, o número de feminicídios, quando a mulher é morta por uma questão de gênero, passou de 34, em 2020, para 52, em 2021.

Homenagem

 

A farmacêutica Maria da Penha ficou paraplégica após ser vítima de um caso emblemático de violência doméstica, que deu nome à principal lei de combate à violência contra a mulher no país.

O ex-marido dela tentou matá-la duas vezes depois que ela, diante da agressividade do companheiro, pediu a separação.

Quando seu ex-marido tentou matá-la dentro de casa, em 1983, Maria da Penha acreditou na versão dele de que tudo não tinha passado de um assalto.

Ela passou quatro meses hospitalizada. Foi só quando voltou para casa, já em uma cadeira de rodas, e ficou em cárcere privado, que ela soube que o ex-marido é que tinha atirado nela. Em 2006, a lei 11.340 – ou Lei Maria da Penha, como foi chamada – foi aprovada com unanimidade pelo Congresso Nacional com o objetivo de proteger as mulheres vítimas de violência doméstica.

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