Manobra: parlamentares governistas conseguem adiar votação da PEC do voto impresso na Câmara

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A Comissão especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19 – conhecida por PEC do voto impresso – adiou, nesta sexta-feira, a decisão sobre o tema, que só voltará a ser debatido após o recesso parlamentar, em agosto.
Oposicionistas consideram a ação uma manobra para beneficiar o presidente Jair Bolsonaro, um dos principais defensores da pauta.
De acordo com a Agência Câmara de Notícias,  chegou a ser votado requerimento para retirada de pauta, mas por 22 votos a 12 a votação continuou.
Após o relator da proposta, deputado Filipe Barros (PSL), solicitar ao presidente da sessão, deputado federal Eduardo Martins (PSC), a suspensão do debate para realizar ajustes no texto, a votação da PEC 135/19 foi adiada, estratégia adotada pela ala governista – defensora do voto impresso – já que o cenário apontava a derrota da proposta. Com a prorrogação, a decisão ficou para o dia 5 de agosto, após o recesso dos parlamentares.
O assunto rendeu nas redes sociais. No Twitter, após o encerramento da votação, a hashtag #VotoImpressoAuditávelJá ocupou os trending topics no Brasil, onde internautas favoráveis à pauta manifestavam apoio ao adiamento da proposta.
A ala oposicionista e a governista também foram às redes. “Votação sobre voto impresso, mais uma vez, adiada pela base de Bolsonaro na Câmara dos Deputados”, escreveu o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) no Twitter. “Movimento mostra claramente que proposta seria derrotada na comissão. Vamos continuar mobilizados para não permitir que esse instrumento sirva para fragilizar nossa democracia”, completou.
Deputado federal por São Paulo e filho do presidente Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro mostrou-se satisfeito com a adiação da decisão e lançou críticas sobre à oposição.
Autora da PEC, a deputada Bia Kicis (PSL-DF), disse que continuará lutando por “transparência no processo eleitoral”. “Vamos seguir trabalhando para mostrar a importância de trazer mais transparência e segurança para o sistema”, destacou.
Sistema seguro
Desde que o debate sobre o voto impresso voltou à tona, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, tem apontado fatores que indicam a segurança do atual sistema eleitoral do Brasil.
Em debate na Câmara, Barroso esclareceu a eficácia da votação eletrônica, adotada no país em 1996, destacando sua que é um sistema “seguro, transparente e, sobretudo, auditável” e destacou outro ponto importante: nunca houve fraude comprovada nas urnas eletrônicas.
Um grupo de presidentes de oito partidos (Cidadania, DEM, MDB, Novo, PSDB, PSL, PV e Solidariedade) também se manifestaram contra o voto impresso e, no último sábado, divulgaram nota a favor da votação eletrônica.
Com Agência Câmara de Notícias 

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