Coronavírus: Fornecedor chinês cancela compra de 600 respiradores feita pelo Consórcio Nordeste

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Carga ficou retida no Aeroporto de Miami (EUA), onde faria uma conexão para chegar ao Brasil

Uma carga com 600 respiradores artificiais chineses comprada pela Região Nordeste ficou retida no aeroporto de Miami (EUA), onde faria uma conexão para chegar ao Brasil, após a empresa fornecedora cancelar a compra, no início da semana, sem maiores explicações. A informação é da Folha de S.Paulo.

Com valor de R$ 42 milhões, o contrato foi assinado pelo governo da Bahia, representante dos estados da Região, mas com o cancelamento o valor não chegou a ser desembolsado. Como justificativa, a empresa informou apenas que a carga teria outro destino, não especificado.

Diante disto, surge a desconfiança de que os equipamentos sejam destinados ao combate da pandemia do coronavírus nos Estados Unidos, que provavelmente acertaram pagar um valor maior pela carga. Mesmo com os riscos do novo cancelamento, governadores seguem recorrendo à China, por falta de opção.

A reportagem do JC entrou em contato com o Governo de Pernambuco para entender seu posicionamento sobre o caso e está aguardando um retorno. Assim que houver uma resposta, esta matéria será atualizada.

Consórcio Nordeste pede ajuda à China

O Consórcio Nordeste, composto pelos 9 governadores dos estados nordestinos, procurou a Embaixada da China no Brasil, no dia 18 de março , para pedir ajuda no combate do coronavírus no Nordeste.

Através de ofício enviado pelo presidente do Consórcio Nordeste, governador da Bahia, Rui Costa (PT), o grupo pede ajuda do governo chinês, “que acaba de viver um problema semelhante, do qual saiu vitoriosos por meio de uma guerra do povo contra o vírus”, apoio no envio de materiais médicos, insumos e equipamentos. Em especial, com leitos de UTI e de respiradores.

O pedido do consórcio foi feito na mesma semana em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, culpou, publicamente, a China pelo coronavírus. A atitude do parlamentar, que causou uma crise diplomática, foi vista como desrespeitosa pela Embaixada da China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

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