Conheça a história da sombrinha de frevo, símbolo do Carnaval de Pernambuco

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Tudo começou com os guardas-chuvas usados pelos recifenses no início do século 20 como forma de se proteger do sol. Aos poucos, a sombrinha de frevo foi tomando forma

A sombrinha do frevo, como a conhecemos hoje, colore a folia desde os anos 80 / Foto: Brenda Alcântara/ JC Imagem

A sombrinha do frevo, como a conhecemos hoje, colore a folia desde os anos 80
Foto: Brenda Alcântara/ JC Imagem

Valentine Herold

Em todo bloco ela está presente, girando com suas tradicionais cores – amarelo, vermelho, verde e azul – ou estilizada com lantejoulas e outras estampas. Muito mais do que um acessório para os foliões e passistas, a sombrinha de frevo é também um dos maiores símbolos de Pernambuco, nas festas do Carnaval local e Brasil afora. Mas ela não surgiu da forma e do tamanho como a conhecemos hoje.

A sombrinha tem em sua origem os tradicionais guarda-chuvas, utilizados de forma rotineira no dia a dia dos recifenses do início do século 20, como forma de se proteger do sol. Já nos anos 30, era comum orquestras de frevo passaram pelas ruas e, quem  estivesse transitando, se juntava aos músicos e caía no passo. Como muitos recifenses usavam guarda-chuva, era natural que utilizassem o acessório também para dançar.

“O folião naquela época estava à disposição da festa. Não existia ainda o hábito de usar fantasias ou adereços, então era com roupa comum mesmo, do dia a dia. E muita gente usava guarda-chuva, que se chamava de ‘chapéu de sol’, as pessoas se protegiam muito do sol”, explica o passista e criador do grupo Guerreiros do Passo, Eduardo Araújo.

“Alguns historiadores também falam que os capoeiristas, não mais podendo andar com os porretes usados em brigas, que até culminou uma época na proibição da própria prática da capoeira, passaram a usar guarda-chuva com ponta afiada. Então o guarda-chuva realmente tinha um uso comum na sociedade. Depois, muita gente começou a enfeitá-lo, colocando cordel e caranguejo para o Carnaval.”

Do guarda-chuva à sombrinha

Mas como e por que o guarda-chuva diminuiu de tamanho até chegar no modelo da sombrinha como a conhecemos hoje?  duardo, que foi aluno de Nascimento do Passo, figura responsável pela catalogação dos passos do frevo, relembra a história contada pelo próprio mestre. “Na década de 60, ele estava preocupado em multiplicar o ensino do frevo, com medo que a dança se perdesse com a chegada das redes de televisão e a popularização do programas nacionais. Para poder facilitar o aprendizado das crianças, ele então cortava o guarda-chuva e deixava-o menor. E a partir daí outros passos também foram surgindo.”

Já nas décadas de 70 e 80, ações do Governo do Estado para incentivar o turismo levaram às sombrinhas as cores da bandeira de Pernambuco e a distribuí-las.

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