Combate ao coronavírus: Governadores podem ir ao STF para impedir igrejas de funcionar

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Bolsonaro considerou que os líderes religiosos estão no mesmo nível de essencialidade que médicos, na crise do coronavírus. Quer fazer com que os amigos donos de igreja continuem reunindo as pessoas para os cultos. Governadores não pretendem permitir.

Igor Maciel Publicado em 26/03/2020  JC ONLINE

A atitude de Bolsonaro, que se aproveitou do decreto de calamidade pública para incluir Igrejas Evangélicas entre as atividades essenciais (equiparando eles a médicos e enfermeiros, por exemplo), tentando fazer com que elas sejam liberadas para funcionar, apesar do coronavírus, está sendo vista como um aceno populista do presidente, para agradar os donos de igreja e pressionar os governadores.

Alguns gestores estaduais, Paulo Câmara (PSB) incluso, estão dispostos a bater de frente com o presidente e impedir o funcionamento das igrejas, mesmo que seja preciso recorrer ao Judiciário para garantir que as pessoas fiquem em casa e não aumentem a transmissão da doença que hoje já contabiliza três mortos no Estado.

E as atitudes de Bolsonaro, mais uma vez, colocam a saúde das pessoas em risco.

Os governadores, além de lidar com o avanço do coronavírus, agora precisam ficar desarmando armadilhas que o presidente coloca pelo caminho.

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