21 de setembro: Dia do Radialista

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No dia 21 de setembro é comemorado o Dia do Radialista no Brasil. A data foi escolhida para celebrar uma das profissões mais importantes na história da comunicação no país. Foi nesse dia que o presidente Getúlio Vargas assinou o decreto fixando um piso mínimo para os trabalhadores da radiodifusão, que até então não tinham.

Apesar da data ter sido alterada de acordo com a LEI 11.327, de 24.7.6, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, passando para o dia 7 de novembro, em homenagem ao músico e radialista Ary Barroso, o dia 21 de setembro virou uma data simbólica e é comemorada por profissionais de todo o país.

“O Rádio é o maior companheiro dos meios de comunicação. E isto porque é feito com o coração e consegue falar intimamente a linguagem de cada ouvinte. Ao contrário de outros meios onde a veiculação da imagem rompe a capacidade de imaginação de quem recebe uma mensagem, o rádio permite que cada um se sinta único. Esta magia que o rádio proporciona é feita por pessoas que são a mais importante parte de uma emissora: seus profissionais, os radialistas. Parabéns a estes que levam todos os dias mais felicidade, informação e qualidade de vida para os ouvintes”

O rádio nasceu no Brasil, oficialmente, em 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do país, com a transmissão, à distancia e sem fios, da fala  do presidente Epitácio Pessoa na inauguração da radiotelefonia brasileira. Roquette Pinto, um médico que pesquisava a radioeletricidade para fins fisiológicos, acompanhava tudo e, entusiasmado com as transmissões, convenceu a Academia Brasileira de Ciências a patrocinar a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que viria a ser a PRA-2.

A rádio só começou a operar, no entanto, em 30 de abril de 1923, com um transmissor doado pela Casa Pekan, de Buenos Aires, instalado na Escola Politécnica, na então capital federal. Pessoalmente, ao cumprir tarefa em pequeno estúdio de rádio, em 1933, aos 11 anos de idade, na Rádio Sociedade da Bahia, a PRA-4 de Salvador, aprendi que as primeiras emissoras eram clubes ou sociedades de amigos, em geral, nascidas da união de curiosos encantados com a sensacional novidade.

Os famosos “galenas” eram pequenos e artesanais receptores de sulfeto de chumbo ao natural, que com uma antena de arame fino captavam vozes e sons vindos pelo ar. No transcorrer dos meus oitenta anos de trabalho, muitas vezes me perguntaram sobre o inicio da radiodifusão e onde operou a primeira emissora.  A resposta padrão passou a ser: “nosso país não tem tradição de preservar a memória nacional. Por isso, as controvérsias vão sempre existir.”

 

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